Carlos Canhoto (texto)
Alentejano de Pavia desde 1961. Passou as tardes da meninice com a sua avó Felicidade, a quem dedicou um dos seus mais emocionantes livros. No inverno, brincava à batalha naval na poça do Curral do Concelho, com barcos de folha de piteira. Na primavera, corria atrás dos pássaros, à procura dos ninhos, e espreitava as bogas que ao luar subiam os ribeiros para a desova. Hoje, vive num monte alentejano, é apicultor e cuida da sua horta e do pequeno pomar que ele mesmo plantou. Gosta muito de inventar histórias e de dar vida a fantoches e marionetas.
Além do livro O monte secou, prémio Maria Rosa Colaço em 2007 (Almada), tem mais oito histórias para o ensino básico: Barbatanar nas cores do arco-íris (2006), integrado no Plano Nacional de Leitura; Pirá (2007), aconselhado pela Casa da Leitura da Gulbenkian; Anuro, o sapo sapinho, o sapo sapão (2014); Serei uma plantinha daninha? (2015); A minha avó Felicidade (2016); Pirilampo, o velho pescador de estrelas (2018); Zi, a abelha zonza (2019); e O baú mágico do meu pai (2020).
Alice Luzia Alves (ilustração)
Nasceu em Lisboa no ano 2000. Licenciada em Escultura, na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, desenvolve, desde os dezasseis anos, trabalho fotográfico e performativo, usando o seu corpo como matéria e tela, e, paralelamente, edição de vídeo, imagem e som. Trabalhou como aderecista, figurinista e cenógrafa em diversas peças de teatro amador e foi figurinista de Shrek, o Musical, com encenação de Henrique Feist (Casino do Estoril). Colabora ativamente em projetos com outros artistas plásticos, designers e produtores independentes de teatro. No futuro, deseja desenvolver um espaço ligado às artes e levar a cabo iniciativas artísticas na sua localidade.
Marta Ferraz (tradução)
Nasceu nos anos 80, na cidade portuguesa do fado. Cidadã do mundo, partilhou a infância entre o coração de África e Portugal. Formada em Educação Básica, aos vinte e três anos voou até Timor-Leste, terra do sol nascente, onde encontrou inúmeras aventuras da sua vida profissional. Foi formadora de professores do ensino básico e professora de Língua Portuguesa em várias instituições. Apaixonada pela educação e pela humanidade, desenvolveu estratégias e criou histórias e outros materiais lúdico-didáticos, aplicados agora ao ensino da Língua Portuguesa como língua não materna e ao ensino pré-escolar em Timor – recursos que também se têm revelado fecundos na interacção com mulheres e crianças vítimas de abuso físico e sexual. Trabalha como revisora e tradutora de textos em língua portuguesa e em tétum.